Carta Forense
ASSINE MATÉRIAS CADERNO DE LIVROS CONCURSOS CURSOS QUEM FAZ MODELO DE PEÇAS
Damásio E. de Jesus
PROCESSO PENAL
Eduardo Sabbag
LÍNGUA PORTUGUESA
Luciene Félix
FILOSOFIA
Ricardo Castilho
PREVIDENCIÁRIO
Víctor Gabriel Rodríguez
ENSAIO
Ives Gandra
OPINIÃO
Flávio Yarshell
PROCESSO CIVIL
Juliana N. Magalhães
DIREITOS HUMANOS
José F. Simão
DIREITO CIVIL
Sergio P. Martins
DIREITO SOCIAL
André Ramos Tavares
CONSTITUCIONAL
Roberto Delmanto
CRÔNICAS FORENSES
Damásio E. de Jesus
PENAL
Andrei Pitten Velloso
TRIBUTÁRIO
Wladmir Estevam
CONCURSOS
Christiano Cassetari
FAMÍLIA
NA ANTIGA FEBEM
Assassinato de jovem será analisado na segunda-feira pela OEA

Comissão Interamericana de Direitos Humanos realiza audiência para discutir caso de interno que foi morto com cinco tiros em 2003
 
Na segunda-feira, dia 23 de março, a partir das 10hs (horário de Brasília), a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizará uma audiência para analisar o caso de Lazinho Brambilla da Silva, interno da antiga FEBEM (atual Fundação CASA) assassinado enquanto estava sob a custódia do Estado.  A Conectas Direitos Humanos, uma das organizações que denunciaram o caso, se manifestará na audiência, também em nome da família da vítima e da AMAR (Associação de Mães e Amigos de Crianças e Adolescentes em Risco).
 
Em novembro de 2003 o jovem Lazinho Brambilla da Silva, então com 16 anos, foi assassinado com cinco tiros a queima-roupa durante uma tentativa de fuga da Unidade Vila Maria III - Adoniran Barbosa da antiga FEBEM. Foi instaurado um inquérito policial para tratar da morte do adolescente, porém pouco se investigou e, após um ano e meio, o caso foi arquivado sem que ninguém fosse responsabilizado pelo assassinato, mesmo havendo um suspeito.
 
As falhas nas investigações impediram a descoberta e responsabilização dos responsáveis pelo crime, o que reafirma um contexto de grave impunidade no Brasil, especialmente quando os suspeitos são agentes do Estado. Em vista disso, a família de Lazinho e as organizações não-governamentais Conectas Direitos Humanos e AMAR encaminharam uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) em setembro de 2005.
 
O caso foi admitido em julho de 2007 para analisar as possíveis violações dos direitos à vida, às garantias judiciais, à proteção judicial e à proteção especial às crianças e adolescentes, previstos na Convenção Americana de Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário.
 
Na audiência de segunda-feira, tanto o Brasil como os peticionários terão a oportunidade de aprofundar a discussão sobre o mérito da denúncia. Se não houver a possibilidade de um acordo, a Comissão poderá levar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão jurisdicional internacional que poderá condenar o Brasil no âmbito internacional.
 
De acordo com Eloísa Machado, advogada da Conectas Direitos Humanos, "a Comissão certamente levará em consideração que a morte do Lazinho é mais um dos incontáveis casos de flagrante impunidade, em que investigações falhas ou mal conduzidas são uma garantia de carta branca para agentes do Estado torturarem e matarem".
 
Mais informações para a imprensa:
Denise Conselheiro, assessora de comunicação da Conectas Direitos Humanos, (11) 3884 7440 ou 9737 7693
 

Jornal Carta Forense, sexta-feira, 20 de março de 2009
Autor: Carta Forense
 Nenhum comentário enviado.
  
 ASSINE   |  CONTATO   |  ANUNCIE   |  QUEM FAZ