Arrolado para depor como testemunha de acusação em
um processo criminal e temendo vir a tornar-se co-réu, pois a vítima, que o
acusava de participação no crime, havia se habilitado como assistente do Ministério
Público, o industrial pediu a um sobrinho, advogado recém formado, que o
acompanhasse na audiência. O jovem prontamente aceitou o pedido do tio.
No dia e hora aprazados, ambos
compareceram ao Fórum Criminal. Apregoado o feito, o sobrinho entrou com o tio
na sala de audiência, e, ignorando que essa não é a praxe forense, sentou-se
com este à mesa.

O juiz, vendo que havia três advogados
presentes, ao invés dos dois já habilitados, ou seja, o defensor e o assistente,
passou a perguntar-lhes a quem representavam: o primeiro respondeu que era
advogado do réu e o segundo, que era assistente de acusação.
Quando indagou ao jovem causídico a
quem representava, ele, orgulhosamente, em alto e bom som, respondeu: "Eu sou
advogado da testemunha".
Todos, com exceção do tio, não puderam
segurar o riso...