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CRÔNICAS FORENSES ENTRE O HOTEL E O SANATÓRIO

03/07/2017 por Roberto Delmanto

 

                  Campos do Jordão, incrustada na Serra da Mantiqueira, chamada de " A Suíça Brasileira", famosa pelas suas belíssimas paisagens e pela excelência de seu clima, tem seu auge de turistas neste mês.Até meados do século passado, a cidade era dividida entre hotéis de lazer e sanatórios para tratamento da tuberculose. Naqueles, logo que chegavam os hóspedes eram examinados por um médico e, caso o raio-x apontasse sinais da doença, não eram aceitos.

 

Quando a esposa do conceituado criminalista adoeceu, ele comprou uma casa na estância e para lá se mudou com a família, vindo semanalmente a São Paulo para trabalhar. Completamente curada em pouco tempo, ela, todavia, não mais se acostumou com a poluição paulistana. A família continuou em Campos do Jordão, assim como a rotina do marido até se aposentar.

 

Outro advogado, desejando conhecer a cidade, na temporada de julho reservou um quarto no magnífico Grande Hotel. Na data aprazada, o causídico teve um imprevisto no escritório e a mulher resolveu viajar com os dois filhos pequenos, ficando o esposo de ir no dia seguinte.Foi explicado a ela que, ao entrar na cidade, o hotel ficava à esquerda da avenida principal, tratando-se de um grande prédio branco de três andares.

 

Ao chegar, no bairro de Abernéssia, logo visualizou uma construção com aquelas características e adentrou aos jardins da mesma. No estacionamento, viu uma moça de branco, depois mais outra e uma terceira. A princípio pensou serem babás e ficou feliz de haver tantas crianças no hotel com quem seus filhos pudessem brincar.

 

Quando enxergou um senhor também de branco, estranhou e resolveu perguntar se ali era o hotel, tendo lhe sido dito que se tratava do Sanatório Sírio e que o Grande Hotel ficava mais adiante, no bairro de Capivari. Bastante aturdida, a jovem senhora para lá se dirigiu, encontrando o hotel.

 

Atualmente, com a tuberculose sendo tratada com antibióticos, restou em Campos do Jordão um único sanatório, os hotéis não mais exigem exame médico e o Grande Hotel, totalmente reconstruído pelo SENAC como hotel -escola, além de continuar belíssimo, não mais corre o risco de ser confundido...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas,
A Antessala da Esperança, Causos Criminais e Momentos de Paraíso - memórias de um criminalista, os três primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar.

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