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CRÔNICAS FORENSES O advogado briguento

01/10/2012 por Roberto Delmanto

O problema enfrentado pelo comerciante envolvia duas áreas da advocacia: a criminal e a cível.

Ao me procurar para representá-lo na primeira, pediu que lhe indicasse um civilista da minha confiança. Indiquei-lhe, então, um colega dos mais brilhantes e cultos, com larga experiência na especialidade.

Algum tempo depois, o cliente voltou ao meu escritório dizendo que queria trocar de advogado cível. Explicou-me que, apesar da confiança que lhe inspirara, ele, já na primeira audiência, armara uma briga tão grande com o juiz titular, que este chegara a ameaçar prendê-lo em flagrante por desacato. A confusão se agravara quando o causídico retrucou, ameaçando prender o magistrado por abuso de autoridade.

Com a intervenção de outros advogados presentes e do juiz auxiliar, o incidente se encerrou ali mesmo na Vara.

Mas o cliente, preocupado com o acontecido, me disse: “Doutor, não quero mais ficar com esse advogado. Acho que vai acabar sobrando para mim. Por favor, me indique um outro...”

Ante a sua insistência e compreendendo sua preocupação, indiquei-lhe, em off, outro civilista. Talvez não tão brilhante, mas menos briguento...

Comentários

  • Fernando Aguiar
    20/10/2012 14:17:47

    ótimo começo... mas faltou a conclusão do assunto !

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas,
A Antessala da Esperança, Causos Criminais e Momentos de Paraíso - memórias de um criminalista, os três primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar.

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