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CRÔNICAS FORENSES O voo do cavalo

01/09/2014 por Roberto Delmanto

O empresário brasileiro, tendo comprado um puro-sangue na Europa, contratou renomada empresa aérea para trazê-lo a nosso país. O cavalo, com mais quatro pertencentes a outros proprietários, foi colocado em um Jumbo de transporte misto, ou seja, parte de passageiros e parte de carga viva.

 

Depois do avião sobrevoar Portugal e entrar no Atlântico, o cavalo do empresário entrou numa grande agitação, colocando o voo em risco. O piloto teve que fazer um pouso de emergência em Cabo Verde, onde os passageiros desceram e foram alojados em um hotel. Como o aeroporto não tinha elevador para retirar os cavalos de um avião alto como aquele, nem instalações para abrigá-los, eles permaneceram a bordo.

 

No dia seguinte, o comandante, depois de consultar a empresa aérea, optou por matar o agitado animal. Não havendo injeção letal disponível, decidiram fazê-lo com arma de fogo, tendo um segurança do aeroporto se incumbido da lamentável tarefa dentro da própria aeronave.

 

Quando o piloto, com os passageiros de novo a bordo, bem como os animais, iniciava os procedimentos para a decolagem, os cavalo vivos, com a presença do morto, começaram a se agitar, tendo ela de ser abortada.

 

Só depois da chegada de um elevador trazido de outro aeroporto, os animais conseguiram ser retirados. Os assustados passageiros puderam, então, seguir viagem no mesmo avião, sendo providenciado um outro, exclusivamente de carga, para trazer os cavalos vivos ao Brasil, deixando, é claro, o morto em Cabo Verde...

 

*    Este causo me foi narrado pelo ilustre advogado Geraldo Rocha Azevedo, autor de vitoriosa ação de indenização contra a companhia aérea.

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ROBERTO DELMANTO

Roberto Delmanto

Advogado criminal, é autor dos livros Código Penal Comentado, Leis Penais Especiais Comentadas, O Gesto e o Quadro, A Antessala da Esperança, Momentos de Paraíso-memórias de um criminalista e Causos Criminais, os quatro primeiros pela Saraiva e os demais pela Renovar”

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