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ENTREVISTA CONCURSOS Minha trajetória nos concursos - Defensor Público

 

Em que momento decidiu se enveredar pelos concursos públicos?

 

Decidi realizar concursos públicos quando estava no final da faculdade. Sempre me pareceu o caminho mais natural para quem cursava direito, pois até para advogar é preciso ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

Quando iniciou seu preparo? Qual metodologia usou?

 

Apesar de no final da faculdade de direito ter sido aprovado para o concurso de Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, um concurso de nível médio em que eram cobrados assuntos jurídicos básicos, iniciei minha preparação de forma consistente, quase 2 anos depois de formado. Tive muita dificuldade, pois sempre fui um aluno mediano e pouco consistente nos estudos.

 

A maior parte do que aprendi sobre concursos foi por meio de erros e acertos. Ao longo dessa trajetória, até as aprovações, desenvolvi uma própria forma de estudar. Essa metodologia me ajudou a estudar de forma segura para os concursos subsequentes. Também ajudou colegas próximos e atualmente ajuda meus alunos a serem aprovados nos mais diversos concursos.

 

A Defensoria Pública sempre foi seu foco principal?

 

Não. Quando comecei a estudar de forma mais consistente, quase 2 anos após a formatura, foquei nos cargos de analista. Fui aprovado em 2 concursos para analista. No Ministério Público em 10° colocado e no Tribunal de Justiça na 31ª posição. Inclusive exerci o cargo de analista do MP.

 

Posteriormente prestei concursos de carreiras jurídicas, dos quais 2 concursos para defensoria pública, em Alagoas e na Bahia. Fui aprovado no concurso de Defensor Público na Bahia. Neste momento estava decido a não mais estudar para concursos.

 

Só que, pouco mais de 1 ano após a aprovação na Bahia, surgiu o concurso para Defensoria no Estado de Sergipe, o Estado de minha família. Então voltei a estudar e utilizei toda a metodologia que já tinha obtido êxito em concursos anteriores. Obtive a aprovação no concurso e assim que soube de minha convocação estava muito próxima, pedi exoneração do cargo de Defensor na Bahia.  

 

Ao final, o fato de ter passado por outro Estado e órgãos, antes de exercer o cargo de Defensor em Sergipe, me ajudou a ter uma visão mais ampla do sistema de justiça em que estamos envolvidos. O que considero muito positivo.



O senhor sofreu alguma cobrança de familiares e amigos pelo resultado pretendido? 

 

Meus pais sempre me apoiaram na minha jornada em concursos. Mas sempre existe uma certa pressão de familiares e colegas. Mas, com certeza, a pior pressão era a que eu exercia sobre mim. Para isso precisei trabalhar aspectos mentais e emocionais.

 

Para mim, um dos fatores mais importantes nos estudos para concursos, conjuntamente com a estratégia e o estudo, é o aspecto mental. Sem trabalhar a mente é muito fácil desistir do objetivo principal, que á a aprovação. Tem uma frase, do Professor Pablo Stolze que resume bem essa ideia: “A derrota começa na mente”.



Depois de aprovado, como foi sua rotina de defensor público recém empossado?

 

É uma rotina bem diferente da vida de quem estuda para concursos e ainda trabalha em área que não são o fim da instituição. Mas inicialmente passei por um curso de formação de 3 meses, dentro da instituição, com aulas teóricas e acompanhamento de Defensores mais experientes. Logo após fui designado para uma comarca exercer as atividades regulares como Defensor Substituto. 



Quais são as atividades que um defensor público exerce? Como é a rotina profissional?

 

A atuação de um defensor envolve, essencialmente, participação em audiências, atendimento ao público e atuação nos processos. É importante ressaltar que o Defensor Público pode agir no interesse da comunidade em demandas coletivas, a exemplo de ações na área da saúde e do consumidor.



Qual foi o momento mais engraçado ou curioso da sua carreira até agora?

 

Existem alguns momentos engraçados e curiosos. A maioria deles são relacionados a casos de família.

 

O que me recordo de mais engraçado foi o caso de uma assistida que desejava o divórcio, pois segundo ela “nenhum homem prestava”. Mas alguns dias depois, durante o andamento do processo, foi atendida por mim já com o novo namorado. Foi uma situação engraçada.



E o mais triste?

 

Os casos mais tristes são aqueles em que percebemos que o assistido precisa dos serviços do Estado, principiante nos casos de saúde, e não conseguimos uma solução na celeridade que a situação demanda.

 

 

O mais gosta na Instituição?

 

O que mais gosto na instituição é que podemos servir quem realmente precisa e está desamparado. A Defensoria Pública, como instituição, tem um papel muito importante na sociedade, no sentido de agir, proteger e dar voz aos que possuem poucas condições.



O que gostaria de mudar na Instituição?

 

Se eu pudesse mudar algo na instituição, com certeza seria no sentido de sua expansão pelo País. A defensoria ainda é pouco interiorizada, na maioria dos estados, devido ao quadro com poucos defensores, e, por isso, muitas pessoas ficam sem acesso à justiça no Brasil.

 

 

Como as pessoas que estudam para concursos podem te encontrar?

 

Qualquer pessoa pode me encontrar nas redes sociais. As 3 principais são o Facebook (www.facebook.com/metododeaprovacao/), o Youtube (bit.ly/youtubegerson) e Instragram (@gerson_metododeaprovacao). Distribuo muito conteúdo gratuito nessas redes com dicas para concursos. Ainda é possível baixar meu livro gratuitamente no site: www.metododeaprovacao.com.br

 

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GERSON ARAGÃO SILVA FIGUEIREDO

Gerson Aragão Silva Figueiredo

Defensor Público e Fundador do Método de Aprovação

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