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ENTREVISTA Redes sociais e Carreira Jurídica

Como nasceu a ideia de divulgar a carreira de Delegado de Polícia através das redes sociais?

Após minha formação na Academia de Polícia trabalhei por dois anos em cidades do interior do Estado, Juquiá, no Vale do Ribeira, e Guararapes, na região de Araçatuba. Nessas cidades percebi a importância de manter contato com a população, e com esse contato percebi que muitas das funções desempenhadas pela Polícia Civil passavam despercebidas, e que, a valorização da instituição e da carreira, dependiam dessa aproximação. Quando vim para a Capital, ficou claro que as redes sociais desempenhavam o mesmo papel, de aproximação da sociedade e polícia, no entanto, em uma escala muito maior, pois possibilitam difundir nosso trabalho não só no estado como no país e no exterior.

 

Com que recursos o senhor começou esta experiência?

O Instagram é uma rede muito interessante, pois possibilita o compartilhamento de conteúdo em diversos formatos diferentes, fotografias, vídeos, Stories, mas o maior impacto do meu trabalho tem sido via YouTube. Nosso canal, Projeto Policial, já alcança mais de 55 mil inscritos, somando 2 milhões de visualizações. Lá consigo entrevistar Policiais Civis, Federais e Militares, trazendo para a população conhecimento sobre as carreiras e suas funções. Como o Diretor do canal, o cineasta James Salinas, sempre diz “o YouTube substituiu a televisão”. Hoje não dependemos da boa vontade da mídia para transmitir conteúdo com qualidade e veracidade.

 

E atualmente como procede a confecção do material, qual sua estrutura de equipe e equipamentos?

A equipe é formada por mim e pelo James Salinas, Diretor e Roteirista de cinema. Nos conhecemos quando prestei assessoria para um longa-metragem que ele escreveu. Nosso conteúdo é produzido com muito carinho e dedicação, mas não dispomos de muitos equipamentos, nas entrevistas usamos duas câmeras simples, e por isso, às vezes, o pessoal reclama um pouco do som, mas também contamos com amigos do cinema que tem equipamentos mais avançados como o Felipe Bolha, que é piloto de drone.

 

Quais são as pautas que o senhor costuma abordar?

O objetivo principal do canal é trazer conhecimento sobre o funcionamento das diversas forças policiais e sobre como elas podem contribuir para a segurança e bem-estar do cidadão. Já entrevistamos policiais civis, federais e até mesmo a Dra. Ivana, Desembargadora do TJ SP, sobre temas relacionados com segurança pública e combate ao crime organizado.

 

Como o senhor vê a aceitação por parte da sociedade? Qual o impacto destas publicações para o prestígio da carreira?

Acredito que tem sido positivo, as redes sociais permitem um contato entre pessoas que, de outra forma, seria quase impossível. Eu morava no Paraná antes de passar no concurso para Delegado em São Paulo, se eu estivesse estudando hoje, poderia conversar, via rede social, com vários policiais, e com certeza saberia mais sobre a carreira, as dificuldades e o dia a dia de trabalho.

Como a questão é vista entre seus pares?

Em tudo que fazemos estamos sujeitos a críticas, muitas delas produtivas, mas também conto com o apoio de colegas muito experientes e capacitados. Espero um dia contar com o apoio dos críticos também!

 

Como o senhor a acha que este tipo de divulgação deve ser explorada por outras carreiras?

Acho que todas as carreiras públicas devem ser transparentes com o cidadão, e as redes sociais permitem isso. O que faz um Juiz? O que faz um auditor da receita? Como é o dia a dia de um analista judiciário? Como trabalha um Defensor Público? São perguntas que valorizam as classes e enriquecem aqueles que tem curiosidade sobre o funcionamento de uma democracia.

 

Efetivamente isto se converte em uma educação cidadão, onde a sociedade passa compreender o funcionamento das instituições democráticas?

Com certeza absoluta! Somos todos SERVIDORES. Meu Pai é Coronel do Exército, me lembro bem do programa “Soldado por um dia”, do quartel em que ele trabalhava. As crianças chegavam cedo, participavam da formatura matinal, conheciam o quartel, almoçavam no rancho, andavam de blindado, atividades que permitiam conhecer o Exército e também a valorização do combatente. Ninguém valoriza o que desconhece. Temos que nos tornar mais conhecidos.

 

Quais são os próximos passos que o senhor pretende dar para expandir este trabalho?

Nosso plano é entrevistar policiais de outras unidades da federação, bem como outras carreiras ligadas à segurança pública. Quem sabe esse artigo não possa ajudar? Fico à disposição!

 

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PAULO FRANCISCO MUNIZ BILYNSKYJ

Paulo Francisco Muniz Bilynskyj

Delegado de Polícia. Especialista em Criminologia.

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